Formas híbridas e técnicas de atuação: Fronteiras e diferenças

Updated: Nov 23, 2018

E.1.1 LE MÉTISSAGE DES FORMES - HYBRID FORMS

E.1.2 AU CROISEMENT DES TECHNIQUES DE L'ACTEUR - ACTING TECHNIQUES AT THE CROSSROADS


Thématiques communes: #théâtre #acteur

Sujets spécifiques: #Amérique #mouvement #danse #hybrides


O primeiro dia da Conferência da EASTAP na maison franco-britannique começou a todo vapor hoje. 7 intervenções foram ministradas por 7 artistas de países diferentes e com pesquisas que se diferem, mas que, no entanto, encontram pontos em comum em suas discussões.

Sobre a pauta "Hybrid forms", 4 artistas compartilharam suas pesquisas e dúvidas numa sala um tanto quanto pequena, mas totalmente acolhedora. Muitos outros pesquisadores estavam presentes para ouvi-los e debater.

Na manhã desta quinta-feira, 25 de outubro, tivemos o prazer de ouvir artistas-pesquisadores, no qual explicam suas visões sobre a dança em diferentes épocas e os efeitos que esse gênero aportou ao mundo artístico desde a sua descoberta. Pesquisas pautadas sobre a história da dança e suas vertentes e como elas influenciaram os artistas da época.

Timmy de Laet durante a sua intervenção, utilizou uma questão pertinente sobre a circulação coreográfica entre a América e a Europa pós-guerra: Ao se falar das diferenças entre a dança na Europa e na América durante aquela época, de quais diferenças estamos falando?

Essa questão nos dá espaço para uma breve discussão sobre as influências artísticas nesse momento histórico e em que as diferenças podem ser, na verdade, pontos em comum entre os artistas.

De Laet através da sua intervenção se questiona sobre essas diferenças e está interessado pela reintegração natural da dança e da performance a partir da relação entre documentação, arquivos e historiografia.

De um outro lado, Anna Maria Monteverdi, eleva questionamentos sobre o método <psicodrama> de trabalho artístico proposto por Tomi Janesic, que através de suas ideias reinventa a prática teatral. O psicodrama é um método de ação profunda e transformadora, que trabalha tanto as relações interpessoais como as ideologias particulares e coletivas que se sustentam.

Monteverdi explica que Tomi Janedic propõe ao artista de se confrontrar em cena e colocar em ação seus medos, dúvidas e fraquezas, e que assim, o artista poderá criar uma comunicação autêntica com o personagem e, consequentemente, com o público. Mas o quesa prática nos trás atualmente? Essa confrontação muda o estado do artista por completo em cena?

Algumas questões que foram pautadas durante essa intervenção cria uma conexão para próxima discussão.

Na tarde dessa mesma quinta-feira, 3 artistas trouxeram questões pertinentes sobre as técnicas teatrais de atuação.

Laurette Burgholzer compartilhou ideias interessantes sobre a sua pesquisa em torno do Guignol + bunraku + théâtre d'objets socialiste: legados e hibridação na formação de atores marionetistas. Durante sua intervenção podemos notar que o termo "manipulador" ou "teatro de marionetes" se perdem e encontram novos termos, como "teatro marionetista" ou "ator marionetista".

Ela assume a posição do ator marionetista nas formações atuais e abre pautas para o seguinte questionamento: A partir da manipulação "a vista", no qual o ator deve assumir o seu lugar em cena, e que, normalmente, é centrado pela marionete, quem se torna o centro? É necessário que esse centro seja definido?

Como explica Bergholzer, a resposta para essas questões se encontrarão levando em conta a posição do ator em cena e sua relação constante com a marionete. Seu olhar é conduzido diretamente para a marionete e ali, eles trabalham juntos e estão em evidência.

Logo depois Valentina Temessi entra nessa discussão para compartilhar sua visão sobre a práxis do movimento proposto por Copeau e Laban, dois artistas que pesquisaram sobre o movimento, mas partindo de vertentes diferentes.

Temessi explica que o movimento está interligado ao espaço, pois esse é o primeiro material a ser trabalhado no teatro. Para ela, definir espaço é difícil, mas é a partir desse ponto que o trabalho sobre o movimento começa a criar vida. Os atores devem ter noção do espaço, no qual estão trabalhando, para que assim, o trabalho a partir do movimento se torne orgânico.

Ainda sobre métodos propostos para artistas, Luk Van Den Dries compartilhou também sua pesquisa em torno de Jan Fabre e suas técnicas de treinamento.

Em comparação às outras intervenções, o trabalho que Jan Fabre propõe é sobretudo pela prática dos artistas/performers. Jan Fabre é inflenciado, sem dúvidas, pelas práticas propostas por Grotowski, Meyerhold, Lecoq e Artaud, no qual o trabalho é centrado no ator e no trabalho corporal.

O diretor tem uma visão de processos de criações um tanto quanto única hoje em dia e que colocam os performers no limite para que eles encontrem, a partir desse ponto, forças para continuar criando. Através desse pensamento, a técnico da exaustão é ainda recorrente durante os treinamentos artísticos? Podemos chamar o que ele propõe de <método> ou esse termo está ultrapassado?

Depois dessa longa jornada na maison franco-britannique, podemos concluir que muitas das questões se interligam e nos dão espaço para novas discussões. É interessante ver que muitas pesquisas que seguem ao redor do mundo, são diferentes, mas que ao final, se interligam, pois teatro é isso: conexão, compartilhamento e descoberta de novos ângulos.

EVOÉ!


#hybrides #América #método #atuação #intervenção #movimento #teatromarionetista #dança



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